Pedro Oliveira

O descaso para com o dinheiro público é visível na cidade de Mairi, no Piemonte da Chapada Diamantina. A Praça da Juventude que deveria ter os trabalhos concluídos na gestão do ex-prefeito Raimundo Dentista (PSD) em dezembro de 2016 encontra-se literalmente abandonada. O empreendimento que custou aos cofres do Governo Federal quase R$ 2 milhões vem sendo deteriorado pela ação do tempo.

O Centro de Conveniência e Lazer, localizado na Avenida Antônio Carlos Magalhães, tem como objetivo permitir ao cidadão a prática de esporte, lazer e atividades culturais, visando a melhoria da qualidade de vida da população, vem sendo tomado pelo mato ao longo dos últimos dois anos, sem que o poder público municipal tome uma iniciativa para concluir a obra que é de sua importância para a sociedade mairiense.

Por telefone, a Coluna manteve contato com o assessor do prefeito José Bonifácio Pereira da Silva – Jobope (PT), que se comprometeu retornar a ligação para maiores esclarecimentos sobre a construção da Praça da Juventude, o que não fez. O projeto prevê ginásio de esportes coberto, quadra de vôlei de areia, teatro de arena com capacidade para 100 pessoas, campo de futebol society com arquibancada, pista de skate, salto e de caminhadas, parque infantil, dispositivos de acessibilidade, quiosque de alimentação, bebedouro, espaço administrativo, estacionamento, sanitários, iluminação e grama natural e sintética.

Segundo mairienses, mais do que um espaço físico, a Praça da Juventude tem como objetivo oferecer à população uma área de convivência comunitária, com espaço qualificado para a pratica de esportes, lazer, um ponto de encontro e referência para jovens do município e das cidades circunvizinhas, curtirem seus grandes momentos. Mas o desinteresse do poder público impede que os jovens tenham uma área aconchegante para a diversão. 

Vale lembrar que não é só no município de Mairi que sofre com obras inacabadas que custaram milhões aos cofres do governo federal. A cidade de Queimadas é também, um exemplo do desperdício de dinheiro.  Nesse município até o material de uma creche pré-moldada que custou mais de R$ 1 milhão, desapareceu do local.  Em Conceição do Coité, uma UPA construída no Bairro da Cidade Jardim, com investimento superior a R$ 2 milhões, também nunca funcionou e vem sendo agredida pela ação do tempo. 


Como deveria estar a praça e como está

Revista relata êxito administrativo de gestão municipal

A edição de número 2 da revista “Nossa Caravelas”, lançada no final do mês de dezembro de 2018, com 48 páginas, dá um panorama do que foram os dois primeiros anos de governo do prefeito Silvio Ramalho frente à prefeitura do município. A publicação anual traz as conquistas e realizações obtidas nos setores da Administração, Educação, Saúde, Meio Ambiente, Cultura e Turismo, Desenvolvimento Econômico, Social, Infra Estrutura e Obras, marcada pela transparência e por conter dados estatísticos preciosos.  

Na área da saúde a revista destaca 250 diferentes medicamentos distribuídos pela farmácia, para pacientes atendidos na rede pública; aquisição de nove novas ambulâncias, aparelho de raio X, berçário, consultório odontológico, modernização de dependências do Hospital Municipal, novo pronto socorro, mutirões de glaucoma, catarata e cirurgia eletiva, além de campanhas de vacinação.

Na educação, segundo IDEB o município alcançou 4,8 de média. Nesse setor, foram construídas duas unidades escolares Júlio Gerônimo e José Luiz de Souza; reformado e ampliada à escola Emef Almir Santana e em construção a Creche da Barra. Foram investidos R$ 722 mil na aquisição de mesas e carteiras; R$ 125 mil na compra de utensílios e eletrodomésticos; R$ 40 mil em brinquedos, colchoes e toalhas para creche e R$ 10 mil em uniformes para os alunos.

 “O maior desafio de um gestor público é aplicar bem os recursos de forma a oferecer a população serviços de qualidade, na medida de suas necessidades. Nos enche de orgulho o resultado de nosso trabalho ter contribuído para melhoras a qualidade de vida de nosso povo, com ações, serviços e obras à durarem muito além dos mandatos dos gestores, que por esse município passarem. Encerramos esse segundo ano de governo com a certeza de ter feito muito mais do que em 2017, nosso primeiro ano de gestor, quando os desafios foram de reorganizar a maquina pública”, relata Silvio Ramalho.

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