Helô Sampaio

Eu não sei o porquê de, com tanto tempo de vida e experiência, a humanidade – ou boa parte dela – ainda não ter se acostumado com a tal de ‘Morte’, única certeza da Vida. É difícil aceitar a falta da presença, que percebemos em todos os momentos, coisas, locais e principalmente, no coração.

Acabei de perder a minha Dolly, minha companhia, a alegria da casa. Uma poodle linda, parecendo um floquinho de neve, que alegrou minha vida por quase dez anos. Todos os dias, quando eu chegava em casa, era aquela festa, aquela alegria parecendo que tinha séculos que não me via. Bastava eu ir na esquina, na volta tinha festa. De repente, ela dormiu e acordou já na companhia dos anjinhos, deixando uma saudade imensa. Vida que segue!

De repente, o céu escurece, a chuva vem, realimenta a natureza, abastece a terra; e o sol volta lindíssimo e maravilhoso. Nossos dias se alternam com amores, surpresas, alegrias ou dores, viagens. Tudo faz parte da Vida, tudo a torna interessante, instigante. Já pensaram que monotonia seria se os dias fossem iguais? Se a gente já soubesse hoje como seria o dia do amanhã ou do próximo ano? O bom são as mudanças, as variações do tempo e das cores, as surpresas, as alegrias e até as tristezas ou novidades que cada momento nos propicia.

Outro dia eu estava sentada pacatamente em casa, fazendo minhas palavras cruzadas, quando Jorginho Ramos me ligou: estava promovendo um encontro, na casa dele, com os colegas que formaram com ele no curso de Jornalismo na antiga Escola de Biblioteconomia e Comunicação, hoje Faculdade de Comunicação – Facom, há quase quarenta anos. E a bonitinha aqui já era professora dos anjinhos.

Foi muito emocionante rever meus menininhos felizes, profissionais competentes e estabelecidos, muitos já papais e até vovôs. O reencontro entre eles também foi muito lindo. Tempos que uns não viam os outros, aí vem aquela alegria, “você tá muito bem, bonito e mais novo”, “e você tá linda e charmosa”.

Uma troca de carinho maravilhosa, um encontro que enche de amor o nosso coração. Tudo coroado com a deliciosa maniçoba preparada por Aninha, mulher de Jorginho, cachoeirana da gema e doutora no prato. Estava maravilhosa! Já sugeri que façam outro encontro rápido ou que Aninha, na próxima maniçoba, me convide para o almoço. Bem educada sou eu, né, lindinho?

Eu gosto, e muito, da maniçoba. Sempre que posso vou almoçar no A Venda, no antigo aeroclube para saborear a maniçoba de Neide. Sou cliente desde a inauguração da casa. Não tenho ido lá esses dias por preguiça, mas a qualquer hora pinto para rever minha amiga (atrás do prato da maniçoba, lógico). Ah! E eu como com muito gosto. É um trem bom demais, fio. O Recôncavo tem coisas deliciosas.

Falar em delícia, me fartei no Festival da Cultura Japonesa que aconteceu estes dias. ‘Sêo menino’, experimentei da variedade gastronômica (na verdade, mergulhei nas delícias japonesas, sem vergonha).

E a minha sobrinha, Dara, que está aqui comigo, tem uma paixão na vida: Japão. Ama o país, está aprendendo a língua, conhece um bocado de coisas do ‘sol nascente’. E conhece muito da culinária. Era a minha orientadora gastronômica. E também apreciadora.

Foi um belo e guloso domingo. Depois fomos apreciar os shows, o povo fantasiado, a cultura, as belas tradições do Zapon. Já parabenizei a minha querida amiga, Lika Kawano, presidente da Anisa – que organiza o festival, pela competência. Cada ano o festival fica mais interessante. E gostoso.   

Lika me convidou para um almoço e já pedi a receita para eu passar depois para vocês. Por enquanto, vamos pra cozinha fazer esta torta de frango de liquidificador que Jaci, minha auxiliar doméstica, preparou para mim. A receita é do Mauro Rebelo, que tem dicas delicosas. (Procurem em www.culinariasreceitas.com.br). Provem aí, lindinhos.

Torta de frango de liquidificador

Para o recheio

-- Frango, que pode ser sobras do frango assado, ou pedaços de frango sem pele e desossado, para refogar com cebola, alho, salsinha e cebolinha a gosto;

-- Catupiry ou requeijão da sua preferência. Enquanto o recheio esfria, prepare a massa.

Massa

-- 5 ovos
-- uma xícara de óleo outra de leite
-- 13 colheres (sopa) de farinha de trigo
-- 50g de queijo ralado (ou mais um pouco para a massa ficar fofinha e gostosa)
-- Sal a gosto
-- Uma colher (sopa) de fermento.

Modo de preparar

- Bater no liquidificador os ovos, óleo e o leite. Numa vasilha, colocar a farinha, o queijo, o sal, e despejar a mistura do liquidificador. Por último, acrescentar o fermento, só misturando.

- Colocar um pouco mais da metade da massa numa assadeira, depois o recheio do frango, espalhar o catupiry e o restante da massa (é uma massa mole).

- Levar ao forno até assar a massa. Saborear pensando em quanto é gostoso participar desta grande aventura que é a Vida, com os seus altos e baixos, alegrias e dores, amores e desamores, enfim esta variedades de situações emocionantes que a fazem bela e desejada. Beijins no coração, amores.

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