Helô Sampaio

Estou começando a acreditar que o mundo está diferente, com as mulheres se destacando nas diversas áreas, sem imposição e com o respeito da sociedade, diferente do que vivíamos décadas atrás, quando a (pre)dominância masculina era um fato. Hoje, entre os casais, vejo as relações harmônicas, com companheirismo, sorrisos e cumplicidade. Ainda bem que o mundo velho sempre abre as porteiras para o novo.

Apesar da irritação pela derrota da nossa seleção na Copa, fiquei encantada com as atitudes da Kolinda, presidente da Croácia, uma mulher simpática e decente, que viajou em avião de carreira, pagou a viagem com o seu próprio salário – apesar de estar representando o seu país perante o mundo – e ainda mandou descontar os dias que esteve na Rússia. E isso para prestigiar o vice-campeonato conquistado pelo seu país. Mulé danada de séria, véio. Igualzinho o que fazem os políticos aqui no Brasil, não é? He-he-he!

Porque estou pensando estas coisas? Por que antes, o homem tinha a primeira, segunda e a última palavra; à mulher só cabia dizer sim e obedecer. Afinal, o amo e senhor tinha o apoio social e familiar. Eram raras as mulheres que conseguiam ‘dar um pio’, abrir a boca para protestar contra algo. Eram poucas. O normal era o ‘macho alfa’ usar a mulher como uma simples fêmea, doméstica e parideira.

Hoje, vejo as novas uniões com os casais partilhando todas situações, de viagens, festas e alegrias a agonias, dores e dificuldades. E as cerimônias do casamento estão cada vez mais modernas e animadas. Acabou aquela chatice sem criatividade. Outro dia fomos eu, Iracema Dias, Odete, minha cunhada e Dara, a sobrinha, ao casamento de Cristiano Piza e Juliana Fontoura, filha da minha querida amiga Darci Fontoura, do INSS de Itapuã. Foram momentos muito divertidos, com a solenidade desenvolvida de maneira moderna, leve e diferente.

Começou pelo local, numa grande tenda, ornamentada e bem na beira do mar, onde a gente via a galera passar de biquine, jogar bola, andar ou nadar naquele marzão lindo, tendo como fundo um pôr-do-sol cinematográfico. (Eu quase entro na água de roupa e tudo). Os convidados estavam muito a vontade (e muito chiques, mas sem ostentação), brincando, participando de todos os momentos.

Depois do ‘sim’, em vez de sair correndo com a bela noiva, o noivo correu foi para a guitarra. Daí que se juntou ao irmão e ao cunhado, chamou Fernando, o pai da noiva, para assumir a bateria (coisa que ele não fazia há tempo), e fizeram a banda tocar animando ainda mais a festa. Daí que a noiva pegou o microfone e começou a cantar. E nós todos caímos no ritmo, sacudindo gostosamente as ancas, enquanto saboreávamos os variados e deliciosos petiscos. A minha vontade era ficar lá dançado o fim de semana todo com aquele povo animado, feliz, num astral maravilhoso.

E a minha amiga Darci estava elegante, bela e fofa, mostrando que a noiva teve a quem puxar. Aliás, outro dia encontrei a noiva (agora esposa convicta) que estava ainda mais bonita, irradiando felicidade. Estão vendo que o casamento tem outro astral?  

E Darci nos convidou para irmos almoçar com o jovem casal. Já estou afiando o apetite pois ela é PhD em culinária. E num almoço para as amiguinhas do coração, a mesa vai estar no capricho. Pedi a Darci para preparar o doce de carambola que ela me presenteou um dia como sobremesa. E ela já me mandou a receita para você também participar da nossa alegria. Põe o avental e vamos para cozinha preparar esta delícia típica da Bahia.

Doce de carambola com coco de Darci

Ingredientes
-- 4 carambolas grandes
-- ½ xícara (chá) de açúcar (usar adoçante, se preferir)
-- 50g gramas de coco ralado (Ducoco)
-- Suco de meio limão
-- Um pau de canela
-- Raspas de limão a gosto
-- Canela em pó a gosto.

Modo de preparar

-- Cortar as carambolas em pedaços pequenos, levar ao fogo com açúcar, suco do limão, as raspas, o coco e o pau de canela;

-- Cozinhar em fogo brando até apurar. Polvilhar a canela.

Você vai ver como a carambola sabe ser gostosa. Que nem nós, he-he! Xero no cangote, lindinhos.

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