Bahia / Nordeste

Comércio baiano espera queda de 29% nas vendas para namorados

A quarentena com lojas fechadas é um dos motivos

Foto: pxhere/Creative Commons

Após a Páscoa e o Dia das Mães com desempenhos negativos, a tendência é a mesma para Varejo no Dia dos Namorados, que deve faturar 29% a menos do que o mesmo período de 2018. A Fecomércio-BA projetou o desempenho das vendas para os 12 primeiros dias de junho, nas atividades mais sensíveis. O cálculo indica como deve ser o ritmo de consumo no período.

A expectativa apontada pelo consultor econômico da Federação, Guilherme Dietze, é de um faturamento de R$ 1,12 bilhão em setores como vestuário, eletroeletrônicos, farmácias e perfumarias, além dos supermercados. O valor estimado é 29% inferior ao visto no ano passado. Significa uma perda de R$ 450 milhões no período. “Vale lembrar que no ano passado, o resultado também foi negativo, mas uma variação mais modesta de -4,5%”, destaca Guilherme Dietze.

Segundo o especialista, o desempenho desfavorável atual é resultado de vários fatores como a quarentena com lojas fechadas, aumento do desemprego e redução da renda, além da priorização dos gastos essenciais e acesso ao crédito de forma mais restrita.

“Importante lembrar também que o setor de Serviços tem grande participação no Dia dos Namorados e que, este ano, deve sofrer um enorme impacto por causa da pandemia. Os casais buscam, tradicionalmente, reservar mesas em bares e restaurantes, hotéis, motéis etc.”, ressalta o economista. A taxa de ocupação em Salvador, por exemplo, está cerca de 5%, de acordo com a Associação do setor, a pior taxa da história.

Entretanto, mesmo com o impedimento da utilização desses locais para o evento, as pessoas devem procurar alternativas e, em grande parte, passa pelo e-commerce e por aplicativos de entrega. “As comemorações serão feitas com pedidos de comida em casa, entrega de flores, presentes como roupa ou perfume enviados pelos correios etc. Nada que venha contrabalancear a perda do comércio em geral, mas pelo menos gera um pouco de faturamento para as empresas que estão buscando alternativas de vendas”, avalia Guilherme Dietze.