Música

Banda baiana Noite Vermelha lança o primeiro disco autoral

São nove faixas que traduzem a diversidade de influências musicais

Rock genuinamente baiano. É daí que vem a máxima da Noite Vermelha, banda soteropolitana que lança no dia 29 de maio o seu primeiro álbum, intitulado ‘Percepção’.

Há sete anos figurando na cena alternativa de Salvador, o grupo formado por Lula Magalhães (vocalista e guitarrista), Davi Rocha (baixista), Bruno Michel (guitarra e violão) e Levi Rocha (bateria) dá agora um passo importante da carreira lançando nas plataformas digitais um trabalho inteiramente autoral.

São nove faixas que traduzem a diversidade de influências musicais de todo o mundo e a soma de referências da terra, da Bahia, que dão originalidade ao álbum.

Foto: Divulgação
Noite Vermelha
Noite Vermelha

Do hard rock à ‘música trilheira’, definição que o compositor Lula Magalhães dá para a canção ‘Pati’, ‘Percepção’ traz múltiplas vertentes do rock, passando por baladas, classic, country, folk americano e até rockabilly, além de uma singularidade importante entre as músicas: “todas as harmonias passam pelo blues, que sempre foi a minha maior referência”, destaca Lula, que assina as composições do disco e é o fundador da Noite Vermelha.

O lançamento do primeiro trabalho – que já estava marcado para acontecer com show no Teatro Sesi Rio Vermelho este mês e teve que ser adiado – foi reformulado e mantido nas plataformas digitais. “É um desafio e um risco lançar um primeiro trabalho autoral digitalmente, mas é também a nossa forma de contribuir com a cultura e dizer que, apesar do momento difícil, a arte e o rock resistem. Na Bahia tem rock e ele está mais vivo do que nunca!”, resume Lula.

Disponível gratuitamente nas principais plataformas de música a partir de 29 de maio, o álbum conta com participações de outros nomes da cena musical baiana.

O solitário punk Márcio Mello divide os vocais em ‘Ter o Sol Toda Manhã’. Em ‘Lua’, a guitarra é de Morotó Slim, das icônicas Dead Billies e Retrofoguetes. Já o bluesman Eric Assmar assume a guitarra slide em ‘Louco Amor’, uma das primeiras letras compostas do disco que levou 24 anos para ser gravada. Além delas, também estão no disco ‘Quanto Tempo Faz’, ‘Fúria’, a faixa-título ‘Percepção’, ‘Desejos’ e ‘Artifical’, destacada como música de trabalho.

Do Barão ao Capão

O que em 2013 começava como uma banda tributo ao Barão Vermelho encontrou no Vale do Capão, na Chapada Diamantina, o seu reduto.

“O Capão foi a casa da Noite Vermelha. O espaço que não encontrávamos em Salvador no início, conquistamos lá. E até hoje muitos dos nossos melhores momentos aconteceram lá”, lembra o vocalista Lula Magalhães.

Por lá, além de edições do Festival de Blues, fizeram Carnaval, São João, Festival de São Sebastião, um das festas mais importantes do Vale, e Réveillon.