Gastronomia

Gastronomia na Flipelô: a comida praiana é destaque nos restaurantes

Os restaurantes participantes criaram receitas especialmente para a Flipelô

Cuscuz maragogipano
O cuscuz maragogipano do Villa Bahia

Foi a segunda vez que a Rota Gastronômica Amados Sabores foi realizada na Flipelô-Festa Literária Internacional do Pelourinho. Em 2018 participaram 21 restaurantes. Este ano 27 participaram, inclusive o restaurante do Senac Pelourinho.  

O tema foi “Amado Recôncavo”, e os pratos foram inspirados no livro "A Cozinha Praiana da Bahia", de Guilherme Radel.

Os restaurantes participantes criaram receitas especialmente para a Flipelô e em homenagem ao poeta Castro Alves,  filho do Recôncavo, nascido em Cabaceiras do Paraguaçu.  Na Rota, os pratos, individuais, tiveram preços entre R$ 19,90 e R$ 59,90.

No restaurante Cuco, que fica no Cruzeiro do São Francisco, o Arroz de Todos os Santos, um mix de crustáceos e moluscos, com camarão, siri catado e sururu, foi criado pelo chef João Silva justamente para ter o gosto da comida que se come à beira mar na nossa terra, só que com o toque da sofisticação do restaurante.

Sucesso, teve cliente que comeu o Arroz de Todos os Santos num dia e levou a família para comer no outro.

Clarindo Silva, o “prefeito” do Pelourinho, escolheu o sarapatel como prato da rota este ano. Na Cantina da Lua o prato saia a R$ 24,90.

Para ele, a Rota Gastronômica serve também para  atrair a população de Salvador para o Pelourinho. “É um convite para provar a melhor gastronomia da cidade. As pessoas não sabem o que estão perdendo. A sociedade baiana precisa se apropriar disso aqui”, diz ele entusiasmado.

Cuscuz maragogipano

O chef Guto Lago, do restaurante Villa Bahia, ofereceu o cuscuz maragogipano, feito com farinha de mandioca, temperos e carne de fumeiro de Maragogipe.

A procura pelo prato foi bem maior que no ano passado, o chef atribui o fato à consolidação do evento.

Para a escolha do prato, Guto conta que depois de pesquisar em livros clássicos de gastronomia e não achar algo que representasse o recôncavo em sua essência, ele lembra de um prato que comeu e que foi feito de improviso pelo chef Rafael Sessenta ao chegar na casa de um amigo depois de uma regata em Maragogipe e não achar quase nada para comer, além de farinha de mandioca, alguns temperos e um pedaço de carne de fumeiro.

Guto encontrou no prato a representação da cultura do recôncavo nos ingredientes utilizados.

O chef ressalta que movimentos como esse atraem público para o Pelourinho, principalmente os soteropolitanos.


O chefe Guto, do restaurante Villa Bahia - Foto: Antônio Muniz

Muitos dos restaurantes estão pensando em incorporar o prato ao cardápio diário. Quem mais fez parte da  Rota Gastronômica Amados Sabores :

Alaíde do Feijão apostou no mocotó com pirão e arroz branco, no Axêgo o escolhido foi o arroz de hauçá, no Boteco do Pelourinho teve  filé de peixe ao molho de camarão e no Cadê Q’Chama, no Santo Antônio além do Carmo, moqueca vegana.

No Café das Artes o prato foi o Camarão do Recôncavo (camarão no abacaxi), no CGC – Café Gourmet, carne do sol com purê de queijo coalho e feijão verde, no Dona Chika-ka, anduzada com arroz branco, molho lambão e farofa de manteiga de garrafa.

No Donna Pimenta o prato escolhido foi moqueca de camarão ao leite de coco, no Jardim das Delícias, moqueca de siri catado com maturi,  no Mama Bahia,  arroz de camarão ao ragu de coco verde, no Manágrill, moqueca de peixe, no Mão Dupla, bobó de camarão.

O Maria Mata Mouro serviu peixe a escabeche by Maria Mata Mouro, com purê de aipim, batatas e ervilhas, no Coliseu teve moqueca de bacalhau com banana frita, no Odoyá,  guisado de vermelho, no Ponto do Vital,  maniçoba, no Por Acaso, Peixe com banana da terra, no Pysco,  arroz de hauçá à moda pysco.

O buffet do restaurante Senac Pelourinho ficou livre ao custo de R$ 59,90. No Romã Cozinha Natural foi servidoescaldado de peixe com  vatapá de abóbora vegano. No Santo Plano Choperia Pub teve feijoada de mariscos. Na Triângulo Galeria e Café foram tapiocas do Recôncavo e no Uauá, a paçoca do poeta Castro Alves, com baião de dois e farofa de banana.

O restaurante Marron Marfim, comandado por Rita Brandão, apostou no xinxin de galinha como prato da Flipelô. Para arrematar o almoço ela criou as trufas do poeta, homenageando Castro Alves, que levam recheios de frutas típicas do recôncavo, como o tamarindo, jaboticaba e abacaxi. 


Rita Brandão criou as trufas do poeta Castro Alves - Foto: Rosana Andrade

O restaurante está na ativa há 27 anos e participou das edições da festa literária. Rita de surpreendeu com sucesso das iguarias e conta que a procura foi bem maior do que no ano passado, quando o prato era carne do sol com pirão de aipim.

O buffet do restaurante Senac Pelourinho ficou livre ao custo de R$ 59,90. No Romã Cozinha Natural foi servido escaldado de peixe com vatapá de abóbora vegano. No Santo Plano Choperia Pub teve feijoada de mariscos. Na Triângulo Galeria e Café foram tapiocas do Recôncavo e no Uauá, a paçoca do poeta Castro Alves, com baião de dois e farofa de banana.