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Veja filmes em cartaz que vale a pena ver ou é melhor passar longe

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Foto: Divulgação
Brightburn: filme de terror com super heróis
Brightburn: filme de terror com super heróis

E como seria o mundo se Superman fosse do mal?

O universo cinematográfico é versátil e aceita qualquer coisa... só depende de quem assiste. O cinema de super heróis acaba de ganhar mais um integrante para o seu hall de defensores da justiça... ops... não é bem por aí.

Brightburn: Filho das Trevas, filme que responde aquela pergunta curiosa lá em cima, traz uma resposta no mínimo excêntrica: 95 minutos de um filme cujo personagem é tudo o contrário daquela imagem certinha que temos em nossa mente somando a um gênero muito popular e de público muito específico. O terror.

Um filme de terror com super heróis. Sim, isso existe. Mas não assusta tanto e muito menos encanta.

O filme que estreou nesta quinta-feira (22/5), conta a história de uma criança alienígena (lembra alguém?) que cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos (mais alguém?), o casal decide criar o menino como se fosse seu filho.

O menino, ao começar a descobrir seus poderes – e é aí que o Superman fica do avesso -, ele não se torna um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, e se transforma num vilão para o mundo.

O diretor David Yaroveski (A Colmeia) inicia o seu longa praticamente copiando a história de origem do Superman. E o filme é cheio de referências ao Homem de Aço, ao homem mais rápido que uma bala e que solta raios de calor pelos olhos.

Não temos um Clark Kent, criado pelos simpáticos Jonathan e Martha Kent. Temos um menino de 12 anos que usa os seus super poderes para fazer o mal a todo mundo e ao próprio mundo.

Digno de um plot twist (reviravolta no enredo), onde o mocinho, no fim das contas é um vilão maquiavélico e surpreende a todo mundo.

Veremos se o filme é banhado por clichês, uma história confusa, e boa atuação do elenco.

Veja o trailer de Brightburn

Brightburn - Filho das Trevas
23 de maio de 2019 / 1h 31min / Terror
Direção: David Yarovesky
Elenco: Elizabeth Banks, David Denman, Jackson Dunn

“Tolkien” é uma produção sobre um dos escritores mais criativos e renomados da história da literatura fanstástica.

Com esta responsabilidade em mãos, o diretor finlandês Dome Karukoski (“Tom of Finland”, 2017) inaugura sua carreira em Hollywood, levando aos cinemas a origem do criador de “O Senhor dos Anéis”.

O filme se passa em Sarehole Mill, Inglaterra. Após o falecimento de sua mãe quando ainda era criança, Tolkien (Nicholas Hoult, o Fera dos X-Men: Primeira Classe) e seu irmão Hilary Arthur são entregues aos cuidados do padre Francis (Colm Meaney, Thor, 2012).

Vivendo com o dinheiro contado e precisando ajudar na casa em que vive, Tolkien faz amizade na escola com um grupo de jovens, que logo formam uma irmandade.

Juntos, eles incentivam uns aos outros para que tenham a coragem necessária de realizar seus sonhos. Fascinado por línguas, Tolkien aos poucos desenvolve uma criada por ele mesmo (a língua dos elfos), que usa como base para a criação do universo fantástico situado na Terra Média.

Em tempos onde a busca incessante por franquias, universos compartilhados, reboots e spin-offs se acentua cada vez mais, as cinebiografias têm também servido de porto seguro aos estúdios de cinema.

Esses filmes apostam que quem aprecia seu trabalho automaticamente também se interesse por sua história de vida em filme. Porém, não há muito a contar sobre a vida pessoal do criador da Terra Média, tão popularizada através dos livros (e filmes) O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Veja o trailer de Tolkien

A “beleza” da violência

Isso tudo por causa de um cachorro! Essa é a frase que ouvimos sempre que alguém fala sobre John Wick.

E o que é que tem? Um cachorro não é qualquer coisa... é o melhor amigo que um homem pode ter, exemplo de fidelidade e de carinho.

Isso tudo por causa de um cachorro, sim!

Nada se sabia sobre o personagem quando o primeiro filme de John Wick estreou em 2014. Só sabíamos que seria estrelado pelo eterno “Neo” da trilogia Matrix... e quando o segundo filme apareceu, o “Morpheus” também estava lá.

Tirando as referências, John Wick era um desconhecido. Sua aparência bastante pacata escondia um dos melhores assassinos de aluguel que fez parte de uma liga de matadores profissionais treinados em todos os tipos de armas, combate e o que mais fosse preciso para ter o “missão cumprida” no currículo.

Tudo o que Wick gostaria naquele momento era passar o resto de seus dias em casa, lembrando os momentos felizes que viveu ao lado de sua finada mulher e curtindo a companhia do seu cachorro. Dizer que o passado bateu à sua porta seria um desrespeito à memória da porta, que literalmente virou pó no segundo filme, de 2017.

John Wick Parabellum é o terceiro filme protagonizado por Keanu Reeves e é mais uma vez dirigido por Chad Stahelski. "Parabellum", aliás, significa "prepare-se para a guerra", e é exatamente isso o que acontece nesse terceiro filme John Wick (iniciada no Brasil sob o título De Volta ao Jogo).

Keanu Reeves retorna à pele do assassino que sai da aposentadoria para mais uma vez dar de encontro com um banho de sangue – especialmente após o desfecho do segundo capítulo, quando mata o antagonista Santino D'Antonio (Riccardo Scamarcio) dentro do Hotel Continental, território proibido para a Alta Cúpula.

Ambientado a partir dessa atitude extrema, John Wick 3: Parabellum logo se inicia com a pressa de uma contagem regressiva; seja por sua vida que se encontra por um fio ou pela sua duradoura aliança com o submundo, reduzida drasticamente em questão de minutos.

E é exatamente isso que o filme traz ao espectador. Correria, ação, movimentação frenética, violência, tiros e sangue, muito sangue!

Parabellum eleva as já esperadas sequências de ação e lutas corpo a corpo a um novo patamar.

Tudo diferente, coreografias novas e originais e plasticamente de tirar o fôlego, mas também procura dosar toda a pancadaria com uma linha narrativa que se costura entre esses momentos graças a um roteiro bem escrito e uma direção coerente.

Porém, por mais impactantes que sejam as cenas de combate, elas são em maior número e isso acaba enfraquecendo o enredo, especialmente no ato final – até mesmo com novos personagens e arcos incluídos, que dão ares frescos ao universo John Wick.

Mais uma vez é a ação que dita a narrativa e não o contrário. Isso não chega a ser um grande problema (afinal, a ação continua sendo o chamariz da franquia), mas o filme se estende com mais de 2h de ritmo vigoroso, mas com pausas para um suspiro para o ar voltar, até retornar a ação.

O estilo neo-noir - muitas vezes visto no moderno movimento de imagens após a década de 1950 e de outras formas de destaque que utilizam elementos adaptado dos filmes noir.

Como um termo do cinema é usado, principalmente, para descrever dramas de Hollywood sobre crimes, mas com temas atualizados, conteúdo, estilo, visual elementos ou meios de comunicação que estavam ausentes nos filmes do cinema noir nas décadas de 1940 e 1950 - prevalece neste 3º capítulo, mais forte do que nos outros filmes da franquia.

As cenas mais vivas, os cenários bem destacados, aliados ao modo como as sequências de embates são conduzidas, dão uma cara de videogame à medida que a trama avança, como se Wick estivesse passando por diferentes fases até o seu derradeiro final.

Veja o trailer de Parabellum

De certa forma, é isso o que move o enredo: ele precisa unir forças com pessoas que já o ajudaram no passado, o que inclui Sofia (Halle Berry, A Senha: Swordfish, X-Men) e a Diretora (Anjelica Huston, Família Addams), peças-chave que lhe ajudam a abrir portas para sua redenção perante a Alta Cúpula, mesmo sabendo que elas poderão se prejudicar diante de seus adversários.

A introdução destas personagens traz elementos novos e bem significativos, mas a falta de background das histórias de Sofia e a Diretora se faz bastante presente, ou seja, elas poderão aparecer em outros filmes e/ou spin-offs e terão um desenvolvimento maior.

As cenas passam por um cuidado maior na fluidez nas cenas frenéticas e na narrativa visual, a composição é um ponto forte do filme e eleva Parabellum a um nível tão divertido quanto surpreendente: junto da ótima coreografia, não importa qual ferramenta ele utilize, facas, livros, cavalos, motos ou cachorros, todas se tornam companhias certeiras em cada conflito.

Assim como Robert Downey Jr. nasceu para ser o Homem de Ferro, Chris Evans nasceu para ser o Capitão América, Marlon Brando nasceu para ser o Don Corleone e Al Pacino nasceu para ser o “Scarface”,

Keanu Reeves nasceu para ser o John Wick para sempre: poucas palavras, muita dor dentro de si, e pancada certeira em quem o tira do sossego e ameaça a sua vida.

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