Brasil / Saúde

Loja vendia lençóis suspeitos de contaminação em PE

O estabelecimento pode pagar multa de mais de R$ 3 milhões

Equipes do Procon e da Vigilância Sanitária apreenderam, nesta quinta-feira (21), lençóis de solteiro suspeitos de contaminação, em loja Narciso Enxovais, no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

As peças serão encaminhadas ao Instituto de Criminalística para avaliação, enquanto o caso também será levado à Delegacia do Consumidor para abertura de inquérito policial. A ação aconteceu depois de denúncia de uma consumidora que se deparou com uma etiqueta suspeita em peça que comprou.

"Fiz a compra no sábado. Ontem, quando fui lavar, encontrei um esparadrapo escrito 'contaminado'. Meu filho me mandou soltar o lençol na mesma hora, dizendo que não sabíamos que tipo de contaminação poderia ser essa e me alertando para um caso similar, que aconteceu em Santa Cruz do Capibaribe. Na época, suspeitavam que a mercadoria tratava-se de lixo hospitalar", disse Maria de Fátima Cândido.

“Na hora, eu só pensava no dinheiro que tinha perdido. Meu filho foi quem me instruiu e me fez entender a gravidade da situação. Graças a Deus, eu lavo as roupas antes de usá-la, mas e as pessoas que não fazem isso? E os tantos analfabetos que podem ter comprado um lençol desse e nem souberam o que estavam adquirindo? Estou satisfeita com a resposta rápida e eficiente do Procon municipal", ressaltou.

De acordo com o coordenador de Fiscalização do Procon de Jaboatão, Erik Gondim, em caso de comprovação da suspeita de contaminação, o estabelecimento pode pagar multa de mais de R$3 milhões. Ainda segundo Gondim, as peças apreendidas apontam à existência de resíduos, já que contêm marcas suspeitas e até etiqueta de contaminação.

"O material apreendido aponta a existência de resíduos. Nós não podemos afirmar que resíduos são estes e nem a origem deles, mas tudo será encaminhado para o Instituto de Criminalística, para que lá seja avaliado se essas substâncias apresentam risco ao consumidor e, caso a resposta seja afirmativa, que riscos são esses”, disse Erik Gondim.

“Por cautela, apreendemos o produto e encaminharemos para a Delegacia do Consumidor. A partir daí, deve ser instaurado um inquérito para que esse material seja encaminhado para a perícia. O papel do Procon nesse trâmite é fiscalizar”, finalizou.