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Bolsonaro diz que decisão de romper o contrato partiu de Cuba

Para Bolsonaro, os médicos cubanos "não são realmente médicos"

Foto: Rogério Melo/PR/Fotos Públicas
O novo presidente sempre se posicionou contra o projeto

Após o governo de Cuba anunciar o rompimento do programa Mais Médicos, o presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou que não há comprovação de que os médicos cubanos que atuam no Brasil "sejam realmente médicos" nem que estejam aptos para "desempenhar a função". "Se esses médicos fossem bons profissionais estariam ocupando o quadro de médicos que atendia o governo Dilma (Rousseff) no passado. Vocês mesmo (jornalistas), eu duvido que queiram ser atendidos pelos cubanos", disse.

Bolsonaro destacou que a decisão de interromper o programa partiu de Cuba, mas que sempre se posicionou contra o projeto, que destina parte dos salários dos profissionais que atuam no Brasil ao governo cubana. "Eu jamais faria um acordo com Cuba nesses termos. Eu sou democrata, diferente do PT." 

Segundo o futuro presidente, o programa é "desumano" ao afastar os profissionais de seus familiares, que permanecem em Cuba. "É desumano você deixar esses profissionais aqui (no Brasil) afastados de seus familiares. Tem muita senhora aqui desempenhando a função de médico e seus filhos em Cuba. Em torno de 70% do salário (dos médicos) é confiscado pela a ditadura cubana."

Bolsonaro afirmou que qualquer cubano que pedir asilo no Brasil terá o pedido concedido. "Há quatro anos, o governo do PT anunciou que, caso alguém pedisse asilo, seria deportado. Não podemos admitir isso. Não podemos ameaçá-los como foram ameaçados."

O presidente eleito disse ainda que o Brasil terá capacidade para suprir a demanda por atendimento médico, pois está formando cerca de 20 mil profissionais por ano.