Política

Decisão da Segunda Turma do STF confirma pedidos da defesa, diz advogado de Lula

As ações penais sobre o sítio e o terreno do Instituto Lula - fundamentada em outros elementos - continuam com ele

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram, em nota, que a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal de retirar da competência do juiz da Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, os trechos das delações de executivos da Odebrecht que implicam o petista, confirma o que sempre foi dito pela defesa.

"Não há qualquer elemento concreto que possa justificar a competência da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba nos processos envolvendo o ex-Presidente", diz o texto. Entendemos que essa decisão da Suprema Corte faz cessar de uma vez por todas o juízo de exceção criado para Lula em Curitiba, impondo a remessa das ações que lá tramitam para São Paulo".

As ações penais sobre o sítio e o terreno do Instituto Lula - fundamentada em outros elementos - continuam com ele. De acordo com o Ministério Público, essas colaborações relatam a ocorrência de reformas no sítio em Atibaia (SP), aquisição de imóveis para uso pessoal e instalação do Instituto Lula e pagamentos de palestras, condutas que poderiam funcionar como retribuição a favorecimento da companhia.

Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes concordaram com os argumentos dos advogados de Lula, de que os fatos relatados não dizem respeito a crimes relativos à Petrobras. Vencidos, os ministros Celso de Mello e Edson Fachin ressaltaram a decisão da própria Turma, que já havia entendido, em julgamento anterior, que as cópias cabiam a Moro, argumento também destacado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Confira a íntegra da nota:

"A decisão proferida hoje pela 2ª. Turma do STF confirma o que sempre foi dito pela defesa do ex-Presidente Lula. Não há qualquer elemento concreto que possa justificar a competência da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba nos processos envolvendo o ex-Presidente. Entendemos que essa decisão da Suprema Corte faz cessar de uma vez por todas o juízo de exceção criado para Lula em Curitiba, impondo a remessa das ações que lá tramitam para São Paulo.