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Tempostal abre mostra em vídeo 'Castro Alves: a Praça e o Poeta'

Exposição estrá disponível para o público a partir desta quarta-feira ( 14)

Foto: ASCOM/DIMUS
Inaugurado em 1997, o Tempostal detém cerca de 40 mil imagens (postais, estampas, fotografias)

Cadeirinhas de arruar (liteiras) carregando ‘sinhás’ pelas ruas, vendedores, cavalos, carroças, procissões da igreja católica com pedestre se ajoelhando no caminho, automóveis dos anos 1930 até a década de 1960, um dirigível Zepellin sobrevoando a Cidade do Salvador e as suas belas construções do 19 a 20.

Essas são algumas das cenas que podem ser vistas nos cartões postais da exposição em vídeo que o Museu Tempostal, localizado no Pelourinho/Centro Histórico de Salvador, abre nesta quarta-feira (14), 

A mostra que ficará aberta para até este sábado, das 10 às 17, sendo o horário da manhã reservado ao agendamento com escolas - “é uma homenagem aos 171 anos de nascimento do poeta baiano Castro Alves para a qual escolhemos postais que mostrassem a praça que leva o seu nome em diversas épocas”, explica a coordenadora do Tempostal, Luzia Ventura.

Inaugurado em 1997, o Tempostal detém cerca de 40 mil imagens (postais, estampas, fotografias), 30 mil deles da coleção do sergipano Antônio Marcelino (1929–2006).

São imagens de grande valor histórico, artístico e documental, utilizadas para mostras permanentes e temporárias, como também por pesquisadores de diversas áreas.

É um dos espaços culturais administrados pela Diretoria de Museus (Dimus/Ipac, dimusbahia.wordpress.com), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), que também é responsável pelo Parque Histórico Castro Alves (PHCA) localizado no município de Cabaceiras do Paraguaçu e instalado na antiga fazenda onde o poeta nasceu. O atendimento para colégios no Tempostal ocorre sempre pela manhã.

Transformações

“A mostra traz recorte das transformações que aconteceram na Praça Castro Alves. O traçado original, casas, ruas, monumentos, o Teatro São João, Cine Guarani e o monumento ao poeta, além das construções verticais que mudaram a configuração espacial”, afirma Ventura, enfatizando que a praça ficou conhecida como palco do Carnaval baiano na década de 1970, com o ‘Encontro de trios elétricos’, imortalizada pelo compositor Caetano Veloso com sua canção ‘Um Frevo Novo’: "A Praça Castro Alves é do povo Como o céu é do avião", parafraseando Castro Alves, que recitara no poema ‘O Povo ao Poder’ - "A praça! A praça é do povo/Como o céu é do condor”.

A Praça Castro Alves encontra-se no local marcado a partir da Porta de Santa Luzia, que era o acesso Sul à cidade no século 16, na Rua Direita do Palácio, atual Rua Chile.

Posteriormente, o espaço é conhecido também como Portas de São Bento pela proximidade com o Mosteiro de São Bento, instalado na próxima Colina, hoje Avenida Sete de Setembro.

Com a construção do Teatro São João, em 1812, esse espaço entre as duas elevações passou a ser chamado de Praça de São Bento e, depois, Largo do Theatro.

Em 1881, o Largo tornou-se a Praça do Poeta, dez anos após sua morte. O monumento a Castro Alves foi inaugurado em 6 de julho de 1923, meses depois do incêndio que destruiu o Theatro.

O monumento foi contratado, em 1919, com escultor italiano Pasquale De Chirico (1873-1943). A estátua, em bronze, tem 2,9 metros de altura e o monumento tem altura total de 11 metros. Em 1971, os restos mortais do Poeta foram transferidos para uma cripta construída na base do monumento.