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Prédio desaba com a chuva em Salvador e quatro pessoas morrem

4 equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Corpo dos Bombeiros participaram do resgate

Foto: Reprodução/WhatsApp
Muitas pessoas tentaram ajudar as vítimas
Muitas pessoas tentaram ajudar as vítimas

Um prédio de três andares desabou, na manhã desta terça-feira (13/3), na rua Alto de são João, em Pituaçu.  Quatro pessoas morreram: Robert de Jesus de 12 anos, Alan Pereira de 31 anos, tio do garoto, uma mulher (Rosimery Pereira, 31 anos) e seu filho Arthur de 1 ano, que também é sobrino de Alan.

Rosângela Santana de Jesus, avó da criança de 12 anos, passou mal e também foi levada ao hospital.  Outra criança de 11 anos, foi levada ao Hospital Geral do Estado com traumatismo craniano, e uma mulher de 35 anos teve ferimentos leves no rosto. 

Quatro  equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Corpo dos Bombeiros fizeram os primeiros atendimentos.

A Codesal-Defesa Civil registrou 108,8 milímetros de chuva no bairro de Periperi, nas últimas 24 horas. Choveu forte, também, em outras regiões da cidade, como Palestina (102,6 mm), Valéria (83,9 mm), Mirante de Periperi (81,4 mm), Pirajá (81 mm), Planalto Real (78,8 mm), Fazenda Coutos (77,4 mm) e Alto do Peru (61,8 mm).

As áreas com maior risco, em Salvador, concentravam-se nas regiões próximas à falha geológica que separa a cidade alta e a cidade baixa, de acordo com a Codesal. Estendia-se nos arredores da Avenida Contorno, próximo ao túnel Américo Simas, no bairro da Liberdade e na Região Suburbana. Hoje, em função do crescimento habitacional desordenado, essas áreas se espalham entre a Avenida Luís Viana Filho (Paralela) e a BR 324.


A ajuda às vítimas do desabamento

Trânsito

As fortes chuvas prejudicaram ainda o trânsito em diversos pontos da cidade. Por causa do desabamento em Pituaçu, o trânsito ficou bastante complicado na Av. Luiz Viana Filho, a Paralela, no sentido Rodoviária. 

Foto: LeiaMais.ba

Trânsito lento também na Av. Professor Magalhães Neto, no sentido Orla, Av. MAnoel Dias da Silva, Av. Paulo VI e Rua Caetano Moura, na Federação. 

Um deslizamento de terra fechou parte da pista na Via Regional entre o bairro de Cajazeiras 5 e 8. Uma árvore caiu na Avenida Presidente Castelo Branco, Vale de Nazaré. No final de linha do bairro do Marback um poste de energia caiu em cima de dois carros.

A Defesa Civil de Salvador recebeu 22 solicitações em função das chuvas entre a noite de segunda-feira (12) e a madrugada desta terça-feira.

Entre as solicitações estão um rompimento de pista, quatro deslizamentos de terra, nove alagamentos de imóveis, um desabamento de imóvel, dois alagamentos de área, um destelhamento e um galho de árvore caído.

Já choveu nas últimas horas mais de 50% do previsto para o mês de março. 

De acordo com o Climatempo, nuvens muito carregadas continuam crescendo no norte de Mato Grosso, o sul do Pará, sobre o Tocantins e Bahia. A circulação de ventos sobre o Brasil, em vários níveis da atmosfera, tem forçado a concentração do ar úmido e quente sobre estas áreas.

Na segunda-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou volumes de 40 mm a 50 mm sobre Remanso, na Bahia, em Nova Maringá, Cotriguaçu em Carlinda, em Mato Grosso. Mas vários locais do sul do Pará, da Bahia e do Tocantins tiveram pancadas fortes, que deixaram acumulados de 20 a 30 mm em apenas 1 ou 2 horas de chuva.

Mais chuva

A situação não vai mudar muito pelo menos até o fim desta semana, de acordo com as previsões.

A Bahia, especialmente o centro-oeste e o sul do estado, o Tocantins, o sul do Pará e o norte de Mato Grosso, e também a região do sul do Amazonas, do Acre e de Rondônia vão continuar cobertos por nuvens carregadas nos próximos dias.

Muitas nuvens carregadas crescem nestas áreas e provocam pancadas de chuva frequentes. Há risco de temporais todos os dias até pelo menos o sábado, 17 de março.

De acordo com previsões do Tempo Agora, a chuva se espalha pela maior parte do Nordeste nesta terça-feira, especialmente no oeste e sul da Bahia, onde as pancadas ocorrem de forma mais intensa e com maiores acumulados, isso por conta de uma frente fria na costa entre o Espírito Santo e a Bahia.

Além disso, a chuva volumosa recebe a influência também de uma área de instabilidade em altitude. Entre Alagoas e parte da Paraíba, o tempo fica seco.

Na quarta-feira (14) a chuva retorna em toda a Região Nordeste, inclusive nas áreas do litoral leste, só que ainda em forma de pancadas isoladas. A chuva mais intensa e com risco para temporais continua no sul da Bahia e dessa vez ocorre também no norte do Ceará.

Cuidados

A Codesal recomenda à população ficar alerta a sinais como postes, cercas e árvores que começam a inclinar. As trincas nas paredes ou no chão e degraus são evidências que o terreno está se movendo.

"Além disso, não se deve jogar lixo nas encostas; evitar plantar vegetação ou árvores que comprometam o terreno, como a bananeira, que retém água e aumenta a instabilidade da área; não fazer cortes no talude da encosta e não dispensar a água de uso doméstico no local."