Esportes

PSG mostra estar longe do topo e acaba eliminado pelo Real Madrid

Resta à equipe de Unai Emery administrar a vantagem no Campeonato Francês

Foto: Real Madrid
Cristiano Ronaldo, mais uma vez, fez a diferença
Cristiano Ronaldo, mais uma vez, fez a diferença

O Paris Saint-Germain foi brioso, mas não conseguiu se impor frente à tradição e a qualidade técnica do Real Madrid, acabou derrotado por 2 a 1 diante de sua torcida, nesta terça-feira, e está fora da Liga dos Campeões.

Sem seu principal jogador, Neymar, mas com o Parque dos Príncipes lotado, a equipe de Daniel Alves, Marquinhos e Thiago Silva lutou, mas não teve inspiração para se impor, vazar a dupla de zaga madrilena e reverter a derrota de 3 a 1 sofrida em Madri. 

Fora do principal campeonato europeu na fase de oitavas de final, resta à equipe de Unai Emery administrar a vantagem no Campeonato Francês e adiar para a próxima temporada o sonho do título. Já o Real segue firme e como um dos favoritos na busca pela 13.ª conquista.

Desfalcado do astro brasileiro, o PSG e seus torcedores sabiam que estavam diante de uma missão complicada contra atual bicampeão da Liga dos Campeões.

Para tentar reverter a desvantagem e buscar o placar de 2 a 0 que lhe daria a classificação, Emery dessa vez não inventou. Escalou o time com Marquinhos e Thiago Silva - que voltou a ser o capitão do time - no miolo da zaga e devolveu o posto de volante a Thiago Motta, deixando o jovem Lo Celso no banco. Na frente, optou sem surpresas por Di María no lugar de Neymar.

Os parisiense confiavam em uma equipe não muito diferente tinha sido capaz de superar o Barcelona, com Messi, Neymar e Suárez, por 4 a 0, na edição 2016/2017 da Liga dos Campeões - antes de levar a virada na capital catalã. Mas a esperança logo se mostrou vã. Sem Modric e Kroos, ainda se recuperando de lesões, Zidane escalou um Real Madrid um pouco mais defensivo, em 4-4-2, optando por um meio de campo marcador, com Casemiro, Kovacic, Lucas Vázquez e Asensio.

Com o meio de campo povoado, as duas equipes concentraram o jogo entre as intermediárias, sem conseguirem oportunidades claras de gol nos primeiros 15 minutos. E, mesmo que o PSG precisasse do resultado, a dupla Varane/Sergio Ramos soube anular Cavani e Mbappé. A primeira chance clara acabou sendo do Real, que aos 19 minutos quase marcou com Ramos, que chutou da entrada da pequena área, para grande defesa de Areola. Nesse momento, as duas equipes faziam um jogo parelho, com posse de bola equilibrada, mas quase sem oportunidades de gol.

Aos 38 minutos, Areola voltou a salvar o time de Emery, dessa vez após uma escapada de Benzema pela esquerda do ataque. Três minutos depois, o PSG teve sua primeira chance, com Mbappé, que, preciosista, preferiu chutar sem ângulo para defesa de Navas em lugar de servir Cavani.

Após um primeiro tempo tímido demais e um tanto inofensivo para quem precisava vencer por dois gols de vantagem, o PSG voltou tentando pressionar, mas teve como adversário sua própria torcida, que acendeu sinalizadores e provocou a interrupção do jogo. Logo a seguir, quem voltou a ameaçar com mais perigo foi o Real, em um cruzamento da esquerda que encontrou Cristiano Ronaldo. De cabeça, o craque português mandou à direita do gol de Areola, com perigo.

A jogada acabou sendo o ensaio do castigo que viria aos seis minutos: mais uma vez pela esquerda, Vasquez cruzou após troca de passes e encontrou Ronaldo na pequena área, dessa vez sem perdão: 1 a 0. Foi o terceiro gol do português nos dois confrontos com o clube parisiense. 

A situação, que já era difícil, tornou-se dramática. Tendo de repetir o placar de Madri e fazer três gols em um único tempo, o PSG não teve organização para reagir e defrontou-se com toda a tradição e a experiência do Real na Liga dos Campeões. 

À vontade em campo, o time de Zidane soube controlar o ímpeto dos parisienses, não se incomodou com o apoio ininterrupto da torcida e administrou o resultado. Aos 20 minutos, em uma reclamação infantil na intermediária de ataque, Verratti levou o segundo amarelo e acabou expulso.

O PSG, que não ameaçava com 11, encontrou forças para reagir e buscar o empate aos 26, com um gol de Cavani após confusão na pequena área. Mas, sem volantes em campo após a saída de Thiago Motta para a entrada de Pastore, o time de Emery virou presa fácil. Aos 35, o brasileiro Casemiro mandou para as redes após bate-rebate na área, consolidando a vitória do Real.

Liverpool

Depois de ter goleado por 5 a 0 no jogo de ida, o Liverpool apenas administrou a vantagem contra o Porto nesta terça-feira e garantiu vaga para as quartas de final da Liga dos Campeões com um empate sem gols, em casa.

O time inglês agora aguarda pelo sorteio dos confrontos da próxima fase, que acontecerá no dia 16, em Nyon, na Suíça, na sede da Uefa. As partidas de ida acontecerão nos dias 3 e 4 de abril e as de volta serão realizadas nos dias 10 a 11.

O Liverpool volta a campo pelo Campeonato Inglês. No sábado terá o clássico contra o Manchester United, fora de casa, em duelo que vale a vice-liderança da competição. O Manchester é o atual segundo colocado com 62 pontos, dois à frente do Liverpool.

Já de olho neste confronto, o técnico Jürgen Klopp mudou de ideia em relação à entrevista concedida no dia anterior e poupou alguns jogadores na partida desta terça-feira. A principal estrela da equipe, Salah, por exemplo, começou no banco de reservas.

Mesmo com o time misto, o Liverpool foi melhor na partida e teve a melhor chance de gol no primeiro tempo. Sadio Mané recebeu livre na área, bateu cruzado e acertou a trave do goleiro Iker Casillas.

O brasileiro Firmino foi titular, mas deixou o campo aos 15 minutos do segundo tempo. O centroavante teve uma chance de gol, na etapa final. Ele recebeu na área, mas demorou para chutar e foi travado pelo zagueiro Felipe, ex-Corinthians. 

Salah ainda foi a campo nos 15 minutos finais de partida, mas só para poupar Mané. O destaque na parte final da partida ficou por conta da torcida do Porto que esteve presente no Anfield Stadium Os torcedores não pararam de cantar e apoiar a equipe que não esboçou forças de reação.