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São Paulo vende Lucas Pratto

Por ter 50% dos direitos econômicos do atleta, o clube tricolor deve receber cerca de R$ 21 milhões

Lucas Pratto voltará para o futebol argentino, agora para ser jogador do River Plate. O São Paulo acertou a venda do centroavante por pouco mais de 11 milhões de euros (cerca de R$ 42,5 milhões). A informação foi publicada inicialmente pela emissora argentina TyC, e confirmada pelo Estado.

Por ter 50% dos direitos econômicos do atleta, o clube tricolor deve receber cerca de R$ 21 milhões na transferência, valor próximo do que investiu para trazê-lo no ano passado. O Atlético-MG, que detém 45% do atleta, e empresários, com 5%, receberão o restante do valor.

Como adiantou o Blog do Morelli, do Estado, o clube preferiu vender o atleta a deixá-lo insatisfeito no Morumbi. Questões pessoais e a busca por uma vaga na seleção argentina na Copa do Mundo da Rússia pesaram na decisão do atleta em deixar o futebol brasileiro.

Pratto foi a principal contratação do início da última temporada no São Paulo. Deixa o clube depois de 48 partidas e 14 gols marcados. Na Argentina, Pratto já atuou pelo Boca Juniors, Tigre, Union de Santa Fé e no Vélez Sarsfield, onde ficou até 2015, antes de vir para o futebol brasileiro, no Atlético-MG.  

O atacante Lucas Pratto se despediu nesta segunda-feira do São Paulo e disse que o principal motivo de sua saída do clube é ficar perto de sua filha, na Argentina. Ele desabafou sobre informações de que estaria descontente com o planejamento do time brasileiro ou ainda buscando vaga na seleção argentina para a Copa do Mundo. 

O argentino se despediu do São Paulo depois de quase um ano, em que atuou 48 vezes e fez 14 gols. Ele foi vendido ao River Plate por mais de 11 milhões de euros (cerca de R$ 42,5 milhões).

"É mentira que eu estou saindo porque não gostei de como foi 2017. Falaram também que eu era mercenário, que saí porque não gostei do planejamento do clube", desabafou. "A questão não é econômica, nem esportiva. Nem por desgosto. A prioridade é minha filha."

Pratto explicou que, após quatro anos no Brasil, sente necessidade de que sua filha tenha uma figura paterna próxima. "Sou filho de pais separados. Não tive por 29 anos uma figura paterna e vejo que isso é muito importante para ela."

O centroavante disse que só aceitou a transferência para o River após ter garantias de que o São Paulo seria "recompensado" na negociação. "Eu não sairia para outro time do Brasil, da Europa ou China. E só sairia se a proposta da Argentina atendesse o que o São Paulo queria, que o time fosse recompensado pelo esforço que fez para me trazer. Obviamente, eu ficaria feliz se continuasse no São Paulo, não jogaria bravo nem pediria para sair." 

O jogador exaltou os esforços da diretoria tricolor em tentar mantê-lo no time em 2018, agradeceu o apoio da torcida e não descartou um retorno no futuro. "Esse ano vai ser muito diferente para o São Paulo, se Deus quiser. Vai ser um ano de conquistas. E se eu voltar um dia (para o Brasil), meu contrato tem uma cláusula em que o São Paulo terá preferência. Vou dar essa preferência."

Por ter 50% dos direitos econômicos do atleta, o clube tricolor deveria receber cerca de R$ 21 milhões na transferência, valor próximo do que investiu para trazê-lo no ano passado, mas deve receber um valor próximo de R$ 32,90 milhões por detalhes contratuais não divulgados. O São Paulo também terá direito a bônus em caso de conquista de títulos de Pratto no River. 

Como antecipou o Blog do Morelli, do Estado, o clube preferiu vender o atleta a deixá-lo insatisfeito no Morumbi. Além da questão familiar, a busca por uma vaga na seleção argentina na Copa do Mundo teria pesado na decisão do atleta em deixar o futebol brasileiro, de acordo com fontes próximas ao jogador. Pratto, porém, negou.

"Fazer quinze gols no São Paulo ou no River seria a mesma coisa, é mentira que a saída tenha a ver com buscar uma vaga na seleção para a Copa. Minha desculpa, e que é a verdade, é que minha filha precisa de mim", disse.

Pratto foi a principal contratação do início da última temporada no São Paulo. Na Argentina, ele já atuou pelo Boca Juniors, Tigre, Union de Santa Fé e no Vélez Sarsfield, onde ficou até 2015, antes de vir para o futebol brasileiro, no Atlético-MG.

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