Karina Nery

Karina in Köln - Coluna de 26/11/2017

A dificuldade de ir ao ginecologista no inverno alemão

Preciso me lembrar de não marcar consulta ao ginecologista no inverno.

Simplesmente é muita roupa pra tirar e depois colocar tuuuudo de novo: calcinha, sutien, blusinha, meia calça térmica, meia, camisa de manga comprida, sweater...

Foooora as que já foram ficando pela entrada do consultório... Jaqueta, cachecol... Foooora as da minha bolsa... Luvas, chapéu...

E essa consulta foi uma viagem, viu? Já ouviram falar que alemão não tá nem aí pra gente pelada? Pois bem... Quem disse que tinha um roupãozinho para eu usar? Pra quê, né?

Na salinha do médico, 'tu sai pelada mermo'... E vai andando até a caminha... Mas, pelo menos, pelada da cintura pra cima... Daí 'cê volta pra detrás da cortina e sai, de novo, pelada, só que da cintura pra baixo... Morri!!

E foi tudo em alemão!!! Tive que fazer alguns gestos e perguntar umas duas vezes pra ter certeza que era isso mesmo... Ainda bem que não saí peladona total e nem peladona pra fora do consultório...

Ainda estou adquirindo a difícil arte de se vestir no inverno ou a arte de usar cachecol sem parecer que é um lençol amarrado em seu pescoço.

Por isso começamos a achar 12ºC quente. É simplesmente muito trabalhoso colocar tanta roupa e ter que tirar quando entramos em lugares fechados. Sem falar que ainda tem a legging térmica por baixo desta calça.

Agora, imagem fazer tudo isso em um menino de cinco anos?!?

Ícaro quer colocar suas luvas e casaco vindo correndo do final do corredor até a porta, onde estou, impacientemente, esperando por ele, e acertar de uma vez os dedos nas luvas e os braços nas mangas do casaco. 

Seria divertido se não fosse na hora de ir pra escola.

Quando chegamos em algum lugar.

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