Pedro Oliveira

Diário do Sisal - Coluna de 4/10/2017

Em Candeal açude pode virar point turístico
O prefeito de Candeal, Everton Pereira Cerqueira (DEM) esteve sexta-feira (29), acompanhando o reinicio das obras de revitalização da Praça da Orla da Lagoa da Pipoca, no bairro Lago Azul, que estavam com os trabalhos paralisados há mais de um ano.

O logradouro deveria ter sido concluído pelo gestor anterior, no mês de setembro de 2016.

O histórico açude, localizado a pouco mais de 500 metros da área central da cidade, tem uma grandiosa lamina d’água e o local promete “virar um point turístico” para os candealenses e visitantes.

A transformação das margens do lago em uma área de lazer e recreação está custando aos cofres do governo federal, a quantia de R$ 1.169.061,00.

Recursos esses que vem sendo repassados ao município pela Caixa Econômica Federal mediante convênio firmado entre a Prefeitura de Candeal e o Ministério do Turismo.

A verba do convênio destinada a construção do logradouro deve será aplicada em projeto que prevê academia ao ar livre, palco fixo, pista de cooper, pista de ciclismo, parque infantil, quatro quiosques, cinco sanitários, área de estacionamento, 38 torres de iluminação pública e área verde em seu arredor.

Prefeito de Candeal Everton Cerqueira e o mestre de obras Daniel Oliveira

Obras foram deixadas sem conclusão
O encarregado de obras do município, Daniel Oliveira, disse que os trabalhos de revitalização da área, terão ainda uma rede de esgotamento pluvial que evitará que as águas de residências e casas comerciais voltem a poluir as margens do manancial que vem sendo despoluído.

Com a economia de Candeal voltada para a agropecuária, o prefeito Everton Cerqueira acredita que, com a modernização da Lagoa da Pipoca, a sede do município possa atrair nos finais de semana, visitantes de cidades fronteiras como Ichu, Tanquinho, Santa Barbara, Serrinha, entre outras.

O novo prefeito informou ainda, que vem tendo grandes problemas em sua administração por conta de ex-gestores que passaram pela prefeitura e não prestarem conta de obras realizadas em Candeal, a exemplo de Fernando Nery – Donguinha, que construiu uma quadra poliesportiva na sede sem apresentar a documentação do terreno à Caixa Econômica.

O mesmo acontece com as 30 casas populares iniciadas no mandato do ex-prefeito Ribeiro Tavares e que até hoje não foram concluídas.

“Vou ter que apelar para todos os santos, para resolver esses problemas, para que a prefeitura de Candeal não venha a ficar inadimplente” comenta Cerqueira.

Seca reduz drasticamente a produção de leite
O empresário José Gonzaga Carneiro, proprietário do Laticínio Aleluia, na cidade de Ichu, que esteve participando do 8º Congresso de Laticínios da Bahia, destacou a importância do evento realizado no Catussaba Resort Hotel em Salvador e falou de sua preocupação com a seca hídrica que atinge os municípios da região de Identidade do Território do Sisal.

“Hoje, a população rural vive uma seca verde que tende a se agravar cada vez mais devido à falta de água potável nos reservatórios, safra agrícola e pastagens para alimentar os animais” relata.

“Eu que sou considerado o maior produtor de leite de Ichu, tenho 900 litros/dia na minha fazenda, enquanto o laticínio processa 20 mil litros/dia. E só estamos tendo esse volume porque a ração a base de milho e cevada estão com preços baixos. Mesmo assim venho investindo cerca de R$ 20 mil/mês para alimentar o gado. Para que se tenha ideia da situação, todos os produtores do município conseguem apenas 3,5 mil litros/dia. Com essa seca os maiores produtores reduziram tanto a criação, quanto a produção”, comenta Gonzaga.

O empresário José Gonzaga Carneiro fala da seca hídrica

Ele lembra também, que a pequena camada forrageira que ficou verde com as chuvas que caíram recentemente, se o quadro não continuar, os animais voltarão a ficar sem pastagem.

“Quem tem criação está tendo que comprar ração, porque aqui não tem praticamente nada. Quem tem condições, vai buscar ração fora da região como cevada, bagaço de cana, silagem de milho e palma, quando conseguimos encontrar, e outros produtos para fazer a mussilagem”, afirmou Gonzaga.

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