Alex Ferraz

Em Tempo - Coluna do dia 04/11/2016

Cansei de falar desta tragédia brasileira, vamos viajar na poesia fantástica de Bob Dylan

Muita polêmica em torno do Nobel de Literatura para Bob Dylan. Há quem ache que ele, como músico e poeta, não se enquadraria no rígido (sic) gabarito do prêmio, neste setor.

Particularmente, acho bobagem. Afinal, se poesia não é literatura, onde estarão os parâmetros, até mesmo anárquicos (com o perdão da contradição), que limitam o que é escrito em prosa ou em verso, no universo da literatura?
Sei lá, podem haver “ene” justificativas, cartesianas, mas, a meu ver, o que Dylan, e tantos outros poetas da música ou “simplesmente” poetas fizeram e fazem pode, sim, ser enquadrado como literatura.

Porém, já que a premiação assustou a muitos (talvez até ao próprio Dylan), relaxem! Não ouçam Dylan, mas LEIAM Dylan. E nem me refiro à letra pueril da canção na qual ele dá o melhor da sua voz, que é “Lay, Lady, Lay”, mas a tantas outras letras quilométricas, que são, podem crer, pura literatura. Posso estar totalmente errado, mas sempre pensei assim.

 

Uma herança maldita (I)

Muitos, mas muitos mesmos, são os pequenos comerciantes e proprietários de imóveis modestos, em Salvador, que estão em desespero com o autoritarismo absoluto (redundância?) da prefeitura em relação a cobrança de taxas, e mesmo multas.

Um deles me confidenciou, ontem, que foi intimado a comparecer à secretaria municipal da Fazenda para pagar até mesmo custa de um processo, posto que sua dívida teria sido executada.

Detalhe: não recebeu qualquer advertência, explícita, sobre sua condição, deixando claro que a execução é uma armadilha. Que horror!

 

Uma herança maldita (II)

Esse esquema “surpresa”, assim como a elevação tenebrosa do ITIV e do IPTU, além das multas de trânsito, ou melhor, esquema para que o cidadão seja multado, são heranças malditas do ex-secretário Mauro Ricardo, que, aliás, parece especialista em montar esse tipo de coisa, desde Pita, Maluf e Kassab, em São Paulo, e pelo Brasil afora. Pois é...

 

PRAZOS

Toda vez que ouvimos uma notícia de crimes (a toda hora) ou acidentes, na TV, vem acompanhada da observação do locutor e/ou repórter, dando conta de que será feita uma investigação “e o laudo sairá em 30 ou 60 dias”.

No entanto, até hoje não se sabe exatamente o quê (ou quem) derrubou o avião de Eduardo Campos, ou o outro jatinho, que matou a direção do Bradesco, ou aquele avião a hélice, experimental, que caiu no Campo de Marte matando uma família de industriais. Ou ainda: quem matou José Bispo dos Santos, numa esquina do bairro do Uruguai, em Salvador. Uma piada, este país.

 

E por falar em literatura no rock

Aliás, por que não analisar, por exemplo, a letra, imensa, da ópera rock chamada “Tommy”, do eterno The Who?
E vou adiante, ouçam, mas principalmente leiam, Jethro Tull (Thick as a Brick) ou “The Wall”, do Pink Floyd, para citar apenas alguns.
Olhem, qualquer que seja a conclusão à qual vocês cheguem, nesse “conflito” entre literatura e poesia, digo que é muitíssimo mais compensador do que ouvir um discurso de Lula, Temer ou Renan. hehehe...

 

O crime compensa pra caramba!

Cada vez maior a violência no País, cada vez mais “comum” encontrar um cadáver na sua porta, cada vez mais boçais e mudos aqueles que podem fazer algo para tentar mudar a situação.Falo de políticos (legisladores), governantes (em todos os níveis) e juristas. O que há por TRÁS disso, senhores? Hum...

 

FRASE

Lay, Dylan, lay.