Alex Ferraz

Em Tempo - Coluna do dia 03/11/2016

Nunca se vê um agente de trânsito tentando educar e disciplinar. Só trabalham para multar.

A patética atuação da Transalvador no trânsito da capital tornou-se ainda mais escandalosa anteontem, mais precisamente na madrugada de primeiro de novembro, quando entraram em vigor os reajustes nos valores das multas, notadamente de alcoolemia, que passou para quase três mil reais.

Com uma competência surpreendente, eu diria mesmo altamente suspeita, o órgão de trânsito de Salvador fez tocaia próximo a casas de show e outros trechos onde AINDA resta um pouco de movimento noturno nesta cidade onde a atividade noturna de lazer despenca vertiginosamente, para tomar dinheiro de quem bebeu um chope e, assim, engordar os cofres da prefeitura.

E não me venham com papos no estilo “evangélico” de que a intenção é “preservar vidas humanas.” Se assim fosse, teríamos, todos os dias, e durante o DIA, na capital, agentes de trânsito controlando e educando o trânsito em locais como Largo das Sete Portas, Via Expressa (próximo à entrada do túnel), Cidade Baixa etc. Nunca estão lá.

Na verdade, trabalham – e ganham comissão para isso – apenas para multar. Uma vergonha, prefeito ACM Neto, uma vergonha revoltante!

 

Um deboche com a população (I)
 

E para comprovar que depois da eleição sempre vem a (tremenda) decepção, veja o que ocorreu em Camaçari: os vereadores se reuniram e, de forma imoral, aumentaram seus salários em 50%, além de reajustar também os ganhos de prefeito e vice-prefeito.

Um acinte ao bom senso e à pobreza, à miséria, a que tem sido submetida a população não só daquele município com arrecadação bilionária, mas de toda a Bahia e do País. Será que esse crime vai passar impune? Chega de cinismo, gente!

 

Um deboche com a população (II)
 

E não foi só em Camaçari. Em Dias D’Ávila, a gangue da Câmara de Vereadores fez o mesmo. E tudo isso num momento em que se fala em “contenção de gastos” , com mais de 12 milhões de desempregados em função da roubalheira escandalosa de Lula, Dilma, Renan, Serra et caterva.

Já disse e repetirei enquanto puder: este á um país INVIÁVEL. Pelo menos enquanto a política e os governos forem dominados por bandidos.
 

TERRORISMO

Dizer que não existe terrorismo no Brasil é uma piada de mau gosto. Nos últimos anos, notadamente neste 2016, tem crescido de forma aterrorizante a quantidade de ataques do chamado “Novo Cangaço” a bancos no interior do País. Praticamente todo dia, essas quadrilhas, com 15 ou 20 componentes, levam o terror a cidades pequenas, saqueiam bancos e atiram para todo lado. Se isso não é terrorismo, não sei mais o que significa esta palavra. E haja explosivo!

 

 Como se não bastasse tudo isso...                       
 

Mais uma do meu inteligente e assíduo leitor e colaborador Carlos Quintela, e assino embaixo: “O sucesso da religião é explorar o lado negativo da vida e das pessoas, especialmente os pobres com escolaridade mais ou menos ou nenhuma.

Logo, entopem as igrejas. Em troca, os fiéis seguem as palavras da antiga Bíblia e ouvem falsos milagres. Depois, os ‘representantes’  de Deus cobram dízimos e, claro, enriquecem no estilo ‘é dando que se recebe’. Com a mente dominada e alienada, os fiéis praticam a chatice terrível de querer converter todo mundo. E assim segue a humanidade: um destruindo o outro por causa da religião e da desigualdade social. Cruz credo!”

 

Péssimo serviço de ônibus
 

Não bastassem os seis ou sete assaltos diários a coletivos, com mortes, a população de Salvador segue torturada com a demora nesse tipo de transporte. Aos domingos, é o caos. Se tem meia passagem, tem menos de meia frota nas ruas. Os empresários fazem o que QUEREM.

No Largo da Lapinha, por exemplo, no último domingo, um cidadão esperou por UMA HORA um coletivo que fizesse o banal trajeto ao Centro via Nazaré.
Isso para não falar na forma brutal com que a maioria dos motoristas conduz esses ônibus, inclusive e principalmente pelas ruas históricas e estreitas dos bairros. Um descontrole total.

 

FRASE:

A indústria da multa tomou novo fôlego desde o dia 1º de novembro