Jolivaldo Freitas

Olimpíada do nosso jeito

O autor é jornalista

Os traficantes soltaram a zorra para cima dos militares que estão tomando conta do Rio de Janeiro e por vingança todo o morro foi cercado, pois militar não foi feito para levar tiro e não revidar. Mas os traficantes estão com vantagem, pois as más-línguas garantem que o Exército não tem equipamentos modernos que possam fazer  frente aos meliantes,  porque Lula quando era presidente deixou de comprar armas novas, uma vez que estava com conchavo com Hugo Chaves, para que este invadisse o Brasil e aqui formasse uma ditadura bolivariana.

O Brasil passaria a fazer parte de uma nova tríplice Aliança, parecida com aquela da guerra que dizimou o Paraguai, só que dessa vez formada por Brasil, Venezuela e Bolívia. Cuba daria apoio moral.

Claro que é intriga da oposição, coisa da cabeça dos golpistas daqui de dentro que são a imprensa, os partidos contra o PT, os coxinhas e o pessoal do Bahiano de Tênis e do Jóquei Clube paulista, dentre outras da classe mais favorecida: tirante Eike Batista que ficou pobre e virou mortadela e anda frequentando igreja evangélica.

Voltando à questão dos traficantes do Rio, eles estão dando o tom diferenciado para as Olimpíadas em nome do Brasil. O Brasil, por falta de medalhas – o Comitê Olímpico garantia que iríamos ganhar mais de vinte medalhas – pois não conseguimos ainda sair de um dos piores resultados da nossa história olímpica até agora e acho que somente Marta e colegas irão faturar alguma coisa daqui para a frente – tem chamado a atenção da mídia internacional por alguns motivos que se para o gringo é novidade e choca, para nós é coisa trivial, do dia a dia.

Vamos citar alguns exemplos: os americanos estão chocados com o tamanho das sungas dos rapazes que pululam as praias do rio. Os maridos estão chateados e se queixam da falta de pudor. E as mulheres deles se dizem também revoltadas mas não deixam de olhar de canto de olho para os rapagões bem dotados que aparecem na TV. E se a sunga for branca, aí mesmo é que mostra a miseravona eos maridos americanos só faltam quitar as TVs.

Temos chamado a atenção também para o número de assaltos no Rio de Janeiro, notadamente nos pontos turísticos, onda se o turista deixa a bolsa, celular e máquina de fotografar na mesa e virou de lado, perdeu.

Em Copacabana a polícia em trajes civis – até mesmo de sunguinha – tem tido um trabalho danado para correr atrás dos malandros que batem carteira na mão grande. E também chama a atenção a oferta clara - e sem desfaçatez das moças - de sexo em lugares organizados, protegidos e decorados. Elas formam grupos que alugaram apartamentos em Copacabana e casas nas proximidades da Vila Olímpica e estão faturando mais do que o Brasil já faturou em medalha. 

Sem falar que tem atleta sendo expulso da delegação do seu país por noitadas inesquecíveis no Rio, atletas presos por estupro e uns que a farra foi tão boa que até se esqueceram de voltar a tempo para as provas. Isso tudo significa que o Rio está fazendo uma olimpíada do jeito brasileiro: com garra, resultados, emoção, mas com muita azaração, farra, alegria e principalmente tapa na pantera. Daí quando uns malucos começam a dar tiro no pessoal do Exército e as forças militares cercam o morro, é ruim para todo mundo. Para quem quer cair de boca na farra e para quem precisa vender seus cigarros que nem Satanás fuma.

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