Política

Ciro Gomes diz que prefeito João Dória é uma "carta fora do baralho"

O pré-candidato à Presidência falou em entrevista à Rádio Metrópole

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), traiu o governador Geraldo Alckmin, disse o pré-candidato pelo PDT à Presidência da República Ciro Gomes, em entrevista à Rádio Metrópole em Salvador.

Ele também criticou o ex-presidente Lula por aceitar o apoio de Renan Calheiros e considerou que foi um ato "irresponsável" ter levado o presidente Michel Temer para a chapa do PT, como vice de Dilma Rousseff.

Ciro Gomes, que já foi deputado estadual, prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, também condenou o espaço dado pelo ex-presidente Lula a Eduardo Cunha.

Para ele, o poder "subiu à cabeça" de Lula, que, segundo disse, perdeu a oportunidade de fazer uma reforma profunda na economia, consolidando as conquistas sociais que conseguira durante seu mandato.

O pré-candidato disse, também, esperar que o ex-presidente Lula não seja preso e que desista de concorrer à Presidência. Para Ciro Gomes, uma indicação de Jaques Wagner (ex-governador da Bahia) seria o nome possível de levar a uma unificação.

Segundo ele, o PMDB deve apoiar Geraldo Alckmin. O candidato do DEM, analisou, pode ser o apresentador Luciano Huck.

Caixa 2

Os políticos "não aprenderam a lição" e a campanha presidencial de 2018 pode ter "o maior caixa 2 da história do País", previu o pedetista. "O dinheiro do narcotráfico e de algumas denominações religiosas não têm controle."

Os partidos foram autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a usarem o Fundo Partidário para bancar as campanhas de seus candidatos nestas eleições. O valor aprovado pelo Congresso é de R$ 888,7 milhões, dos quais R$ 780,3 milhões oriundos de dotação da União. Com a decisão do TSE, esse valor se somará ao do fundo público eleitoral de R$ 1,7 bilhão, aprovado pelo Congresso em 2017.

O Fundo Partidário é abastecido por dinheiro público oriundo principalmente de verbas da União, além de multas eleitorais. Do total, 5% são divididos igualmente entre as 35 legendas registradas no TSE e os outros 95%, de forma proporcional, conforme o tamanho da bancada de cada sigla na Câmara.