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Policiais contam o que mudou na segurança do carnaval em Salvador

A experiência aliada à tecnologia fazem o trabalho das polícias da Bahia nos grandes eventos ser reconhecido em todo mundo

Cães da COE ampliam ações e proximidade com a população no Aeroporto
Cães da COE ampliam ações e proximidade com a população no Aeroporto

Salvador, Carnaval de 1980, a investigadora, Gildete Ramos do Nascimento, 60 anos, atuava em sua primeira folia, num posto da Polícia Civil no Clube Bahiano de Tênis e 12 anos depois, o sargento Antônio Ferreira Magalhães, 46, também iniciava o trabalho na folia, integrando uma patrulha que circulava pela Avenida Sete de Setembro.

Muitas folias e mudanças da festa depois, Gildete e sargento Magalhães revelam que uma das principais melhorias na atuação policial foi a incorporação de novas tecnologias. “Quando comecei, em 7 de fevereiro de 1980, só tínhamos um revólver calibre 32 e o distintivo, até as algemas ficavam com o delegado, e nós só ficávamos nos clubes, como o Cruz Vermelha e o Espanhol, não atuávamos nas ruas”, lembra a investigadora.

Após 30 anos atuando na Polinter, Gildete atualmente está do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), e recorda que, no início da carreira, os registros eram de pequenos furtos e pequenas apreensões de maconha. “O Carnaval mudou muito e a polícia precisou também mudar a forma de atuar, a evolução da tecnologia mesmo foi fantástica”, disse Gildete, lembrando que o monitoramento de câmeras nos circuitos da festa ajudam muito na identificação de suspeitos, por exemplo.


Sargento Magalhães e a investigadora Gildete Nascimento - Foto: Jorge Cordeiro

Tecnologia

Já o sargento Magalhães, atualmente na Assistência Militar da Secretaria da Segurança Pública (SSP), relembra que o comandante da patrulha levava um rádio HT, que só se comunicava num perímetro, e um revólver calibre 38 na cintura. “E nós levávamos um bastão, que mais tarde foi substituído pela tonfa (cassetete). E hoje em dia você tem as informações em tempo real e se comunica com o comando, que por sua vez acompanha a operação no Centro de Operações e Inteligência”, disse o PM.

Ainda segundo ele, a experiência aliada à tecnologia fazem o trabalho das polícias da Bahia nos grandes eventos ser reconhecido em todo mundo. “É uma festa de nível mundial, que muitas pessoas de outros países vem conhecer, e, tenho certeza que todos policiais atuam firme para garantir a tranquilidade de quem veio brincar e se divertir”, falou Magalhães.

No aeroporto

Quem chega pelo Aeroporto Internacional de Salvador para curtir o Carnaval tem sido recepcionado pelos cães farejadores da Coordenação de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil. Os animais chamam atenção durante o faro de entorpecentes e pela simpatia com o público.

A procura por drogas vem sendo desempenhada pelos animais da COE desde o final de janeiro. A ação preventiva é realizada em conjunto com forças federais. A presença tem servido também para aproximar a polícia da população.

"Tem sido um grande aprendizado. As famílias chegam perto, perguntam sobre o nosso trabalho, entendendo um pouco mais da realidade e atribuições policiais", declarou o coordenador do Canil da COE, investigador Luís Fernando Bastos Figueiredo.