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Redução de violência no carnaval leva a queda de cirurgias faciais

As cinco equipes de cirurgiões bucomaxilofaciais realizaram 95 cirurgias de face e pescoço

Realização de cirurgias faciais tem redução de 30%
Realização de cirurgias faciais tem redução de 30%

A redução dos episódios de violência nos circuitos oficiais do Carnaval tem impactado até o momento na diminuição dos atendimentos por traumas faciais - causados na maioria das vezes por agressões como socos e pontapés - nesses primeiros três dias de atividade dos módulos de saúde montados pela Prefeitura nos circuitos da folia. 

Desde o início oficial da folia momesca até às 6 horas da manhã deste sábado (10), as cinco equipes de cirurgiões bucomaxilofaciais realizaram 95 cirurgias de face e pescoço, um decréscimo de mais de 30% comparado ao ano passado, quando foram contabilizados 137 intervenções no mesmo período.

A maioria dos estabelecimentos de saúde da cidade apresentou reduções no quantitativo de atendimentos em relação a 2017. Houve ainda redução nos seguintes tipos de atendimentos: bucomaxilo (30,7%), cirúrgico (15,6%), clínico (13,3%) e ortopédico (11,4%). Não há registro de atendimentos por projetil de arma de fogo, e houve redução do número de agressões físicas em 18,6%.

Pelo terceiro ano consecutivo, a prefeitura de Salvador tem registrado diminuição nos atendimentos da área de saúde ligados ao carnaval. De 2016 para cá, o número caiu de 1.471 para 1.030 nos primeiros dias da festa. 

Para o secretário municipal da Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, a ampliação da programação com trios sem cordas pode ser um dos motivos que redunda na diminuição dos casos de violência.

"É perceptível que o incentivo ao carnaval sem cordas tem garantido uma festa mais tranquila. A programação mais extensa de trios sem cordas pode ser indicativo de redução das agressões físicas nos circuitos. O fato é que o espaço nas ruas aumentam e aquele tensionamento que existia entre cordeiros, foliões e a Polícia Militar que tinha que agir energicamente para manter a ordem, reduz substancialmente e resulta na queda consistente no número de agressões, inclusive de ocorrências com maior gravidades e isso evidência um Carnaval mais tranquilo até o momento que os anos anteriores", esclareceu o gestor.