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Médica Kátia Vargas é absolvida

A informação foi dada pelo promotor Davi Gallo, após o término do júri, pouco depois das 18h30

A médica Kátia Vargas Leal Pereira foi absolvida nesta quarta-feira (6/12), após julgamento que começou nessa terça-feira (5),  da acusação de ter provocado a morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, de 21 e 23 anos, após acidente de trânsito dia 11 de outubro de 2013, no bairro de Ondina, em Salvador.

Foram quatro votos a favor da absolvição. Cabe recurso no Tribunal de Justiça (TJ-BA).

O promotor David Gallo disse estar "envergonhado" e a mãe dos dois jovens, Marinúbia Gomes, considerou "uma vergonha" o resultado.

A principal linha de defesa da médica oftalmologista sustentava não haver provas suficientes para condená-la. Segundo os advogados, faltava um vídeo que mostrasse uma colisão do carro da médica com a moto ocupada pelos irmãos.

De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), os irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, de 22 e 23 anos, bateram contra um poste e Kátia Vargas Pereira, condutora de um Sorrento, subiu no passeio e bateu contra a grade de proteção do Ondina Apart Hotel, na Avenida Oceânica. 

Quem presenciou a batida contou que os condutores dos veículos discutiram no trânsito por causa  de uma fechada.

Laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica sustenta que a médica estava em uma perseguição, em alta velocidade, e que ela deu causa ao acidente envolvendo os irmãos.

O perito Ricardo Molina, contratado pela defesa, defendeu que pelo tempo que envolve o acidente, não houve uma discussão mais séria, exacerbada, que justificasse a reação por parte da condutora do Kia, e sim um incidente corriqueiro no trânsito.

Sobre a hipótese de que houve uma perseguição, afirmou que pela velocidade em que se encontravam os veículos, houve apenas uma ultrapassagem do carro pela moto, momentos antes do acidente.

Segundo Molina, essa é a única informação clara apresentada pelas imagens do vídeo anexado ao processo, que ainda de acordo com o perito também desmentem a afirmação dada por uma testemunha, de que a moto trafegava pela direita, e que ainda diz ter visto o choque entre o carro da médica e a moto.

Kátia Vargas sempre negou ter provocado o acidente. “Não posso assumir algo que não fiz."

A médica diz que em momento algum tocou na moto de Emanuel, provocando a morte dele e da irmã. "Morri naquele mesmo dia, junto com os meninos."

Ela ficou presa entre os dias 17 de outubro e 16 de dezembro de 2013 no Complexo Penitenciário na Mata Escura, depois de ficar internada durante sete dias no Hospital Aliança.