Robson do Val

Coluna do Sudoeste - 16/07/2017

Robson do Val

Rigores do inverno
De acordo com informações do Serviço de Meteorologia, Vitória da Conquista está atravessando um dos invernos mais frios dos último dez anos.

Este mês, foram raros os dias em que os termômetros não registraram temperaturas em torno dos 10 graus nas madrugadas conquistenses, com sensação térmica ainda mais baixa.

A previsão para as semanas seguintes não muda.

Os comerciantes de agasalhos comemoram o sucesso nas vendas.

Suíça Baiana
As baixas temperaturas, principalmente no período do inverno, renderam para Vitória da Conquista a glamourosa denominação de “Suíça Baiana”.

O inverno deste ano, no entanto, trouxe de volta um antigo problema que não tem glamour algum: a chuva fina e intermitente destruiu o asfalto das principais avenidas da cidade.

A situação é tão caótica, que já tem gente dizendo nas redes sociais, que o título de “Suíça Baiana” não é mais por causa do frio, e sim porque a cidade está tão esburacada, que lembra um queijo suíço.

Brincadeiras à parte, os buracos já causaram muitos prejuízos aos motoristas, que têm que trocar pneus e amortecedores antes da hora, e também já provocaram diversos acidentes, principalmente envolvendo motociclistas.

A prefeitura ensaiou uma tímida operação “tapa buracos” que foi literalmente por água abaixo na primeira chuva fina.

Fizeram também, a infeliz tentativa de corrigir os buracos com terra, que além de se mostrar ineficiente, transformou as ruas em verdadeiros lamaçais.

Explicação da prefeitura para o problema: “O asfalto colocado pela gestão passada é de péssima qualidade, não há dinheiro nos cofres públicos, a licitação para compra de asfalto demora e não dá pra concertar buraco com chuva”.

Enquanto isso, na “Suíça Baiana”...

Assim na terra, como no céu
Quem tem o costume de viajar de avião para Vitória da Conquista no inverno, sabe que é grande a chance de o avião não conseguir aterrissar no aeroporto da cidade, que carece de quase tudo em termos de infra-estrutura.

Não há lugar suficiente pra sentar no saguão de espera, a pista é pequena e só recebe aeronaves de menor porte, sem falar na falta de um equipamento de aproximação que permitiria o pouso com tempo nublado.

Ontem mais um absurdo foi registrado.

Um vôo da Azul que saiu de Salvador às 8h da manhã e deveria chegar uma hora depois em Conquista, por “falta de teto”, foi parar em Montes Claros, Minas Gerais.

Por ironia, a cidade mineira fica a uma distância de Conquista quase igual à de Salvador.

Resultado: os passageiros foram colocados em dois ônibus contratados pela companhia aérea, e chegaram a Vitória da Conquista depois das 9h da noite.

Uma viagem que seria feita em menos de uma hora, se transformou em uma odisséia de 13h.

Há mais de 10 anos teve início o processo de construção do novo aeroporto da cidade e até hoje não o equipamento não foi entregue à população.

A obra se arrasta em licitações e incompetências.

Há quem diga que será inaugurada, finalmente, na véspera da eleição para governador, em 2018.

Esquentando o clima
A chapa esquentou para os donos de postos de gasolina de Vitória da Conquista.

Neste final de semana um grupo organizou uma carreata para protestar contra o que denominam de “cartel da gasolina”.

O combustível vendido na cidade é um dos mais caros do país.

Causa estranheza, por exemplo, o fato de cidades mais distantes das distribuidoras, como Guanambi, venderem o litro da gasolina por um preço até R$ 0,30 menor que o dos postos conquistenses, que oferecem o produto por valores que variam entre R$ 3,80 e R$ 3,85.

Um representante do Ministério Público estava no protesto colhendo informações e prometeu jogar duro na investigação do suposto cartel.

Tinha gente dizendo que o cartel tem nome e sobrenome.

Estão se referindo a um conhecido dono de posto, que segundo fontes não oficiais, lidera a prática ilegal na cidade.

Fechando com uma boa notícia
Agora é pra valer.

O publicitário Lucas Caires, responsável pela divulgação do Festival de Inverno em Vitória da Conquista, confirmou a presença do icônico tropicalista Caetano Veloso, no Festival de Inverno deste ano.

O baiano ilustríssimo se apresentará no domingo em companhia, no mínimo, eclética, ou, pouco seleta, como diriam os preconceituosos em relação aos ritmos que tem dominado as paradas de sucesso atualmente.

Isso porque, na mesma data, também estarão no palco, a cantora Anita e os sertanejos Matheus e Kauan.

Pro bem ou pro mal, essa mistura vai dar o que falar.