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Raul Monteiro

Temer respira aliviado neste domingo

Publicada em 27/03/2017 07:23:49

O governo Michel Temer (PMDB) respirou aliviado com o resultado das manifestações pelo país neste domingo. Com uma pauta ampla, que incluiu da defesa da Operação Lava Jato e do trabalho do juiz Sérgio Moro, seu líder maior, até críticas ao foro privilegiado, os protestos foram os menores realizados até agora com agenda política e, fora algumas manifestações pontuais, acabaram poupando o peemedebista de ataques mais contundentes, para frustração de petistas e dos demais adversários do sucessor de Dilma Rousseff (PT).

Nada mal para um presidente que convive com uma agenda impopular desde o momento em que assumiu o comando político do país - num processo meramente transitório que seus adversários insistem em chamar de golpe -, a qual tem sido reforçada por iniciativas como a que regulamenta e amplia o processo de terceirização, recentemente aprovada no Congresso, e reformas há muito proteladas, como a da Previdência, que o governo tem feito um esforço enorme para convencer de que não suprimirá direitos, o contrário do que a maioria acredita e os partidos de oposição garantem.

Foram poucos os políticos que também compareceram aos atos, a exemplo do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que repetiu a mesma ladainha contra o governo, apesar de ser de um partido da base. As novidades foram os ataques dirigidos a figuras como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de quem ninguém pode deixar de reconhecer a coragem em dizer muito do que hoje qualquer um tem medo em verbalizar no país. Outros que foram alvejados foram os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), respectivamente, além do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Em São Paulo, onde as manifestações tomaram parte da Avenida Paulista, pelo menos, os três foram acusados por parte dos manifestantes de tentarem promover um acordo para salvar a classe política diante das relações da Odebrecht, cujo teor tem sido seletivamente vazado, confundindo dinheiro oriundo de propina daquele de caixa dois, ou não contabilizado, a fim de criar a idéia de que ninguém presta neste país, afora o povo honesto e historicamente espoliado. Em alguns protestos, o ex-presidente Lula apareceu vestido de presidiário, o que não é exatamente uma novidade neste atos.

Portanto, de maneira geral, as manifestações de ontem não assustaram a quem deveriam, exatamente a classe política, embora não falte assunto contra o que se protestar num dos países mais desiguais do planeta. Um boa lição para aqueles que os organizam, os quais precisam melhorar seu senso de monitoramento do pulso da população, se quiserem manter a influência sobre a pauta política e sob pressão os homens encarregados de fazer as leis no país, cuja insensibilidade histórica aos problemas da sociedade brasileira deve também ser das maiores do mundo.

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