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Política

Governistas dizem que oposição não pode agir de forma golpista

Para Zé Neto, "nem Imbassahy, nem o partido dele tem autoridade para falar em dificuldades por conta da corrupção e qualquer outra mazela"

por
Hieros Vasconcelos Rego
Publicada em 31/03/2015 07:31:28

As declarações do deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB), concedidas em entrevista exclusiva à Tribuna da Bahia e publicada na edição de ontem, repercutiram de forma negativa entre petistas e apoiadores da presidente Dilma Rousseff (PT). Para o deputado estadual Zé Neto (PT) e o secretário de Relações Institucionais do Estado, Josias Gomes,  a oposição tem feito declarações com cunho de golpismo e ao falar de corrupção, esquece do tempo em que esteve no poder, quando mandava “a sujeira para debaixo do tapete”.

Na entrevista à Tribuna, Imbassahy afirma veementemente que a presidente perdeu a autonomia e que o País está sendo comandado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e  pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). “Sem dúvida, quem governa o país hoje é o Congresso, através do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do deputado presidente da Casa, Eduardo Cunha. Então a presidente perdeu completamente a autonomia e as condições para iniciativas de transformação do país” , afirmou.

Imbassahy foi mais além e disse que não vê problema com a possibilidade do Congresso pedir o impeachment da mandatária da República, caso a Operação Lava Jato, em suas apurações, e a CPI da Petrobras – na qual é vice-presidente –  apontem má conduta de Dilma à frente do cargo. “Impeachment está previsto na Constituição. Isso depende da conduta do governante. O que percebemos é que se vier a ocorrer o impeachment, ele foi construído pela própria presidente Dilma no passado e no presente. De maneira que não tem que se ter nenhum tipo de inibição de debate. É constitucional, absolutamente legal, o Brasil já experimentou um impeachment de Collor. Fato é que tanto a Operação Lava Jato e a CPI estão averiguando se existe alguma má conduta da presidente, alguma atitude ilegal”, declarou.

Petista de longa data, que se licenciou de uma vaga no Congresso Nacional para conduzir as articulações do governo de Rui Costa, o secretário de Relações Institucionais do Estado, Josias Gomes, disse que a oposição no Brasil deveria tomar cuidado com as declarações que tem feito, cuja posição tem tido um viés claramente golpista. “Imbassahy e a oposição tem que tomar cuidados com esse viés golpista. No campo da política, o deputado tem toda legitimidade e foi eleito para fazer a oposição. Mas não oposição à democracia. Ele tem que fazer é oposição ao governo”, disparou Josias.

Segundo o secretário, Imbassahy se engana ao achar que, com declarações como as que fez, estará abalando o governo do PT e da presidente Dilma Rousseff. Para Josias, tais declarações raivosas são prejudiciais para a democracia e o poder político da nação. “Se com estas falas ele acha que está enfraquecendo a presidente da República, ele está enganado. Ele enfraquece o poder político da nação, a soberania das discussões. Ele está fortalecendo nas pessoas essa visão golpista. O jogo democrático estabelece regras que, ao fugirmos dela, temos graves consequências. E a história já mostrou isso com a ditadura militar, o golpe de 64”, destacou o secretário.

Já o deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Zé Neto (PT), alfineta: “Nem Imbassahy, nem o partido dele tem autoridade para falar em dificuldades por conta da corrupção e qualquer outra mazela que estejamos enfrentando. Ao contrário, o partido dele chegou aonde chegou e nunca fez nada para combater a corrupção. O problema agora é visível, porque grande ele sempre foi. No período de Imbassahy, tudo era feito por debaixo do pano. A Polícia Federal tinha o rabo preso, era polícia de governo, meramente de governo, não tinha autonomia e independência. Essa política de oposição fica atrás de disse me disse”.

Para o deputado estadual, Imbassahy está confundindo turbulência política com capacidade de gestão. “A capacidade de gestão de Dilma está plena. O Executivo comandando o Ministério. Temos que respeitar a democracia e não o golpismo. Essa visão política de Imbvassahy não leva a nada”, disse. 

 

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